Aquicultura semi-extensiva
A policultura tradicional em albufeiras e lagunas evolui
cada vez mais para modos de produção mais estruturados que designamos por
aquicultura semi-extensiva.
Os produtores já não se limitam a optimizar o desenvolvimento
natural da albufeira ou da laguna, mas ajudam a natureza introduzindo alevins
nascidos em maternidades e complementos nos alimentos. O exemplo mais
ilustrativo é a criação de carpas em albufeiras, uma actividade bastante
disseminada nos países da Europa Central. A aquicultura praticada em águas
salobras na Europa do Sul também recorre cada vez mais às maternidades e aos
alimentos industriais, o que permite compensar a escassez no recrutamento
natural. Na valicultura italiana, praticada nos estuários dos rios Pó e Ádige,
as lagunas são povoadas com alevins de robalo e de dourada para suprir a
escassez destas espécies no seu estado natural e para compensar o
desaparecimento da enguia. Nos esteros espanhóis e em Portugal, esta prática
permitiu estudar novas espécies, como o pregado, o linguado legítimo e o
linguado do Senegal.

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